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Olá amiga(o) ,
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afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
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Krika.
30/06/2009

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domingo, maio 12, 2013

O amigo do rei>Estímulos literários abolicionistas > 12/05/13

A história da amizade entre o escravo Matias e Ioiô, o patrão.
Tudo muda quando vão parar numa aldeia
de negros fugidos da escravidão.
Uma aula de história e sensibilidade...


Você sabia que no tempo da escravidão meninos brancos e negros brincavam juntos?
Que os escravos obrigados a vir ao Brasil possuíam uma maneira de viver organizada nas terras em que moravam, lá na África?
 Essas são só algumas das curiosidades que você vai encontrar em O Amigo do Rei.
Além disso, esse livro discute, de uma forma alegre e gostosa, temas muito interessantes sobre os primeiros 400 anos de nosso país, época em que a escravidão foi a forma encontrada pelos senhores brancos para produzir riquezas em terras brasileiras.
 A autora também mostra como a libertação dos escravos foi uma luta não só dos negros, mas também de brancos e mulatos.
Se você gosta de histórias bem legais, não deixe de ler esse livro.



No Brasil, no tempo da escravidão, brancos e negros não podiam ser amigos, não.
Mas, para as crianças, quem manda é o coração.
 E o escravo matias era amigo de ioiô, seu patrão.
 Brincavam e brigavam, indiferentes a qualquer lei, sem saber que, um dia, um deles ainda seria rei.
As histórias da SÉRIE VOU TE CONTAR! foram escritas pela Ruth Rocha durante os anos de 1969 a 1981 em várias revistas para crianças que ela dirigiu, publicações que faziam um grande sucesso entre os pequenos.
São histórias que mostram situações e personagens que valorizam a independência de pensamento e a ousadia: um coelhinho que não queria ser coelho de Páscoa e escolhe outra profissão, um menino fazendeiro que se torna amigo de um menino escravo, um macaco e um porco que são companheiros de aventuras e saem pelo mundo ajudando as pessoas... e muitas outras coisas mirabolantes, que a gente lê, relê e sempre dão muito que pensar

Algumas sugestões para trabalhar com este livro:


- escrever trechos do livro em cartolina para cada aluno ler em voz alta;
- Pedir para que os alunos construam um final para a história (em grupos). Cada grupo lê o seu final e depois ler para eles o final original.
- Fazer ilustrações para a história.



  O Amigo do Rei
(Ruth Rocha)


Era uma vez um menino, mais ou menos do seu tamanho, de nome Matias.
Isso foi há muito, muito tempo... Naquele tempo ainda existia a escravidão.
E Matias tinha nascido escravo.
Matias era escravo de Ioiô. Ioiô era menino também. Do tamanho de Matias.
Quando Ioiô nasceu na casa da fazenda,
Matias estava nascendo na senzala.
E os dois cresceram juntos. Muito amigos, brincavam de tudo que menino brinca.
Mas quando brigavam, como todo menino briga,
Ioiô tinha sempre razão. Ioiô era o patrão.
Matias, às vezes, contava a Ioiô:
Sabe, Ioiô? Eu não vou ser escravo sempre, não. Um dia eu vou ser Rei...
Ioiô ria: Como é isso Matias?
É o que os escravos dizem...
Que lá na nossa terra meu pai era um grande Rei. E eu vou ser Rei, também.
Ioiô não acreditava: Só vendo.
Matias insistia: Vai chegar o meu dia...
E um dia... Matias e Ioiô fizeram não sei o quê, que não deviam e não podiam fazer.
O pai de Ioiô ficou zangado, deu uma surra nos dois.
Matias não ligou, estava acostumado.
Mas Ioiô ficou sentido, zangado. Vamos embora, Matias. Vamos!
Tem medo não, Ioiô? Ioiô não tinha.
E os dois saíram. Entraram pela mata. A mata era perigosa. Mas não para Matias.
Em cada curva havia uma indicação. Matias entendia: É por aqui.
E, em cada clareira, encontravam alimento,
E, quando escurecia, encontravam uma fogueira.
E os dois dormiam encolhidos, junto ao fogo.
Viajaram assim, muitos dias. Até que um dia, eles viram a mata toda enfeitada.
Tambores tocavam ao longe. E de repente... gente!
Guerreiros imponentes, pintados, enfeitados, armados...
Ai, que medo! Ioiô quis correr. Mas os guerreiros se curvavam e falavam:
Dunga tará sinherê!
Salve o nosso Rei! E sabe quem era o Rei? O Rei era Matias.
E Matias e Ioiô foram carregados até a aldeia. Uma aldeia diferente...
Aldeia de escravos fugidos, um quilombo.
O povo da aldeia saudava seu Rei: Dunga lá! Salve o Rei! Saruê!
E Matias sorria e pensava:
Chegou o meu dia...
E chegaram outros dias. E Matias era Rei e o que ele queria todos faziam.
E Ioiô era amigo do Rei. Quase Rei... Mas a saudade chegou. E entrou no coração de Ioiô.
Ioiô quis voltar para casa e o Rei Matias consentiu.
Matias e seus guerreiros levaram Ioiô pelos mesmos caminhos. E quando viram ao longe a fazenda de Ioiô, Matias se despediu: Um dia a gente se encontra, quando meu povo não for mais escravo.
E Matias voltou para a sua aldeia e muito lutou por sua gente. Para que ninguém fosse escravo nunca mais. Muitos lutaram também, lado a lado.
Muitos negros, mulatos e brancos.
E entre eles:
Ioiô, O Amigo do Rei.
O Amigo do Rei. Ruth Rocha. Eva Furnari il. Coleção Sambalelê. Ática. 1999.
O Amigo do Rei. Ruth Rocha. Cris Eich il. Coleção Vou te Contar. Salamandra. 2009.   http://veraeideias.blogspot.com.br/2010/08/mais-amizade_28.html    

Estudo do texto: 


 O livro O amigo do rei, trata de uma relação de amizade que vai além da estética, etnia, raça, e diferenças sociais.
O amor retratado de uma maneira pura e inocente entre dois amigos.
A leveza em um tempo de escravidão onde pessoas assumem a propriedade de outras por meio da força.
Partindo deste princípio podemos trabalhar em sala de aula com este livro, não só questões raciais, culturais, mas a afetividade, o respeito, e até mesmo questões históricas.
Uma boa forma trabalhar estas questões, seria através do uso de imagens que remetam o aluno a escravidão, ao poder, e a desigualdades, problematizando e revertendo parte destas representações.
A autoestima também pode ser trabalhada quando identificamos no texto a inversão de papéis, onde escravo se torna rei e vice versa.
 E é de extrema importância que se trabalhe a autoestima desde a infância, para que a criança saiba distinguir atitudes positivas, negativas e suas conseqüências, sabendo em um determinado momento o que é ser uma propriedade e em outro ser o detentor do poder.
O livro mostra também uma história que normalmente não é retratada: nem todos os brancos eram a favor da escravidão, pelo contrário, lutavam para que houvesse igualdade entre os homens.
Quebra o estereótipo criado pela maioria dos livros de história.
Podemos destacar também a importância da interação social, criar relações de afeto, respeito na cultura da criança, porque tais fatores influenciam na formação do sujeito, bem como o estímulo da brincadeira, porque exploram e refletem sobre a realidade e a cultura na qual estão inseridas. E uma das cenas do livro representa claramente que ao brincarem os personagens transcendiam todas as suas diferenças.
Podemos concluir que experiências vividas no decorrer da infância refletem na formação de um adulto, e conseqüentemente na aprendizagem em todas as suas dimensões: cognitiva, social e pessoal. 


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