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Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
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afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
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Krika.
30/06/2009

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sexta-feira, junho 15, 2012

A história de uma folha> Falando sobre morte> 15/06/12


A HISTÓRIA DE UMA FOLHA
 Dedicado a todas as crianças que já
sofreram uma perda permanente
 e a todos os adultos que não encontraram
uma maneira de explicá-la.


A história de uma folha
Leo Buscaglia
Editora Record

Era uma vez uma Folha, que crescera muito. A parte intermediária era larga e forte, as cinco pontas eram firmes e afiladas.
Surgira na primavera, como um pequeno broto em um galho grande, perto do topo de uma árvore alta.
A Folha estava cercada por centenas de outras folhas, iguais a ela. Ou, pelo menos, assim parecia. Mas não demorou muito para que descobrisse que não havia duas folhas iguais, apesar de estarem na mesma árvore. Alfredo era a folha mais próxima. Mário era a folha à sua direita. Clara era a linda folha por cima. Todos haviam crescido juntos. Aprenderam a dançar à brisa da primavera, a se esquentar indolentemente ao sol do verão, a se lavar na chuva fresca.
Mas Daniel era seu melhor amigo. Era a folha maior no galho e parecia que estava lá antes de qualquer outra. A Folha achava que Daniel era também o mais sábio. Foi Daniel quem lhe contou que eram parte de uma árvore. Foi Daniel quem explicou que estavam crescendo num parque público. Foi Daniel quem revelou que a árvore tinha raízes fortes, escondidas na terra lá embaixo. Foi Daniel quem falou dos passarinhos que vinham pousar no galho e cantar pela manhã. Foi Daniel quem contou sobre o sol, a lua, as estrelas e as estações.
A primavera passou. E o verão também.
Fred adorava ser uma folha. Amava o seu galho, os amigos, o seu lugar bem alto no céu, o vento que o sacudia, os raios do sol que o esquentavam, a lua que o cobria de sombras suaves.
O verão fora excepcionalmente ameno. Os dias quentes e compridos eram agradáveis, as noites suaves eram serenas e povoadas por sonhos.
Muitas pessoas foram ao parque naquele verão. E sentavam sob as árvores. Daniel contou à Folha que proporcionar sombra era um dos propósitos das árvores.
- O que é um propósito? - perguntou a Folha.
- Um razão para existir - respondeu Daniel - tornar as coisas mais agradáveis para os outros é uma razão para existir. Proporcionar sombra aos velhinhos que procuram escapar do calor de suas casas é uma razão para existir.
A Folha tinha um encanto todo especial pelos velhinhos. Sentavam em silêncio na relva fresca, mal se mexiam. E quando conversavam eram aos sussurros, sobre os tempos passados.
As crianças também eram divertidas, embora às vezes abrissem buracos na casa da árvore ou esculpissem seus nomes. Mesmo assim, era divertido observar as crianças.
Mas o verão da Folha não demorou a passar.
E chegou ao fim numa noite de outubro. A Folha nunca sentira tanto frio. Todas as outras folhas estremeceram com o frio. Ficaram todas cobertas por uma camada fina de branco, que num instante se derreteu e deixou-as encharcadas de orvalho, faiscando ao sol..
Mais uma vez, foi Daniel quem explicou que haviam experimentado a primeira geada, o sinal que era outono e que o inverno viria em breve.
Quase que imediatamente, toda a árvore, mais do que isso, todo o parque, se transformou num esplendor de cores. Quase não restava qualquer folha verde. Alfredo se tornou um amarelo intenso. Mário adquiriu um laranja brilhante. Clara virou um vermelho ardente. Daniel estava púrpura. E a Folha ficou vermelha, dourada e azul. Todos estavam lindos. A Folha e seus amigos converteram a árvore num arco-íris.
- Por que ficamos com cores diferentes, se estamos na mesma árvore? - perguntou a Folha.
- Cada um de nós é diferente. Tivemos experiências diferentes. Recebemos o sol de maneira diferente. Projetamos a sombra de maneira diferente. Por que não teríamos cores diferentes?
Foi Daniel, como sempre, quem falou. E Daniel contou ainda que aquela estação maravilhosa se chamava outono.
E um dia aconteceu uma coisa estranha. A mesma brisa que, no passado, os fazia dançar começou a empurrar e puxar suas hastes, quase como se estivesse zangada. Isso fez com que algumas folhas fossem arrancadas de seus galhos e levadas pela brisa, reviradas pelo ar, antes de caírem suavemente ao solo.
Todas as folhas ficaram assustadas.
- O que está acontecendo? - perguntaram umas às outras, aos sussurros.
- É isso que acontece no outono - explicou Daniel - é o momento em que as folhas mudam de casa. Algumas pessoas chamam isso de morrer.
- E todos nós vamos morrer? - perguntou Folha
- Vamos sim - respondeu Daniel - tudo morre. Grande ou pequeno, fraco ou forte, tudo morre. Primeiro cumprimos a nossa missão. Experimentamos o sol e a lua, o vento e a chuva. Aprendemos a dançar e a rir. E, depois morremos.
- Eu não vou morrer! - exclamou Folha, com determinação - você vai, Daniel?
- Vou sim... Quando chegar meu momento.
- E quando será isso?
- Ninguém sabe com certeza - respondeu Daniel.
A Folha notou que as outras folhas continuavam a cair. E pensou:
"Deve ser o momento delas."
Ela viu que algumas folhas reagiam ao vento, outras simplesmente se entregavam e caíam suavemente.
Não demorou muito para que a árvore estivesse quase despida.
- Tenho medo de morrer - disse Folha a Daniel - não sei o que tem lá embaixo.
- Todos temos medo do que não conhecemos. Isso é natural - disse Daniel para animá-la - mas você não teve medo quando a primavera se transformou em verão. E também não teve medo quando o verão se transformou em outono. Eram mudanças naturais. Por que deveria estar com medo da estação da morte?
- A árvore também morre? - perguntou Folha.
- Algum dia vai morrer. Mas há uma coisa que é mais forte do que a árvore. É a vida. Dura eternamente e somos todos uma parte da vida.
- Para onde vamos quando morrermos?
- Ninguém sabe com certeza... É o grande mistério.
- Voltaremos na primavera?
- Talvez não, mas a vida voltará.
- Então qual é a razão para tudo isso? - insistiu Folha - Por que viemos para cá, se no fim teríamos de cair e morrer?
Daniel respondeu no seu jeito calmo de sempre:
- Pelo sol e pela lua. Pelos tempos felizes que passamos juntos. Pela sombra, pelos velhinhos, pelas crianças. Pelas cores do outono, pelas estações. Não é razão suficiente?
Ao final daquela tarde, na claridade dourada do crepúsculo, Daniel se foi. E caiu a flutuar. Parecia sorrir enquanto caía.

 
A História de uma Folha
Disciplina: Ciências

Ciclo: Ensino Fundamental - 1ª a 4ª
Assunto: Partes da planta, folha
Tipo: Texto
O livro “A História de uma Folha”, de Leo Buscaglia, pode ser uma boa opção para trabalhar o conteúdo Seres Vivos com alunos de 3ª e 4ª séries, introduzindo o tema das plantas e o estudo mais aprofundado das folhas: suas partes, pigmentos, fisiologia.
O livro narra a história de uma folha que, ao crescer, encontra um amigo chamado Daniel.
 Esse amigo explica a ela todos os fenômenos que ocorrem durante as estações do ano, as características climáticas, a influência do sol e do vento na vida das folhas e questões referentes ao ciclo da vida.
Na história, a folha vive todas as fases de sua vida com intensidade e, um dia, sente-se flutuando em direção ao solo.
Ao olhar para a árvore, percebe o começo de um novo ciclo da vida.
Depois de ler o texto com os alunos, o professor pode fazer uma roda e estimular uma conversa sobre o que leram e as experiências que eles têm com plantas, abordando os seguintes tópicos:
Vida das folhas
Semelhanças e diferenças entre as folhas
Influências do clima na vida das plantas
Ciclo da vida
Nas aulas seguintes, o professor propõe a elaboração de um herbário (álbum com exemplares vivos) e para isso, solicita que as crianças tragam de casa ou coletem nas proximidades da escola algumas folhas de vegetais.
Em sala de aula, os alunos reúnem-se em grupos de quatro participantes. Cada grupo analisa o seu material, observando as diferentes formas que as folhas possuem. Devem identificar com que se parece cada folha, associando a forma de cada uma delas a objetos conhecidos, por exemplo: coração, grão de feijão, ponta de lança, fio de cabelo, estrela.
Esse trabalho de análise do material recolhido propicia o desenvolvimento das habilidades de observação, a partir da busca de padrões de classificação das folhas: cor, tamanho, reação ao tato (macio/áspero), tipo de borda, nervuras.
Para subsidiar o trabalho dos alunos, o professor pode trazer, entre outras, informações sobre:
As partes da folha: limbo, pecíolo, bainha.
Os pigmentos que estão presentes nas folhas: clorofila, xantofila.
Possíveis formas de classificação da borda da folha: lisa, serrilhada.
Fisiologia da folha: função das nervuras e dos pêlos.
Depois da etapa de classificação do material, cada grupo monta um cartaz com as folhas recolhidas, colocando os nomes criados e/ou convencionados pelos próprios alunos para cada uma delas e apresentam seu trabalho para a classe.
É interessante que o próximo passo da atividade seja a consulta de bibliografia específica sobre folhas de vegetais (enciclopédia, livro didático ou paradidático), para que os alunos conheçam a classificação e a nomenclatura oficiais.
Referência:
BUSCAGLIA, Leo. A História de uma Folha. Rio de Janeiro: Record, 1999.
Texto original: Vera Lúcia Moreira
Edição: Equipe EducaRede


Ética e Morte: Falando de morte com os alunos.

O que o aluno poderá aprender com esta aula
1.Compreender que a morte faz parte do ciclo natural da vida.
2.Identificar situações de vivência do luto por morte, separações, ausências dentre outras e expressar os sentimentos de dor vividos nestas situações de perdas.
3.Reconhecer em algumas histórias infantis, as idéias subjacentes à concepção de morte.
4.Conhecer as expressões metafóricas utilizadas pelos adultos para comunicar perdas significativas às crianças, dadas às próprias dificuldades frente à morte.
Duração das atividades
Três aulas de 50 minutos.
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
É facilitador para o desenvolvimento da aula que os alunos conheçam o conceito de ética, luto, metáfora e que tenham noções básicas de leitura, interpretação e escrita.
(Professor, ao acessar o sítio http://pt.wikipedia.org/wiki/Luto você encontrará o conceito de Luto. Acessando o sítio http://www.dicionariodoaurelio.com/Metafora encontrará o conceito de Metáfora).
Estratégias e recursos da aula
Professor, para o desenvolvimento desta aula, é importante a colaboração dos professores das áreas de Língua Portuguesa, Educação Artística, História, Geografia, Filosofia e Informática.
Palavras iniciais para o professor
Sabemos que não é fácil falar de morte com os alunos.
Este é um tema complexo e bastante desafiador, cercado de muitos tabus na nossa cultura ocidental, sendo muitas vezes evitado, negado e até mesmo ignorado.
A morte está associada aos sentimentos de dor, tristeza, sofrimento, perdas, frustração, fracasso, impotência...
E como queremos proteger as crianças de entrar em contato com estes sentimentos!
Ao falar de morte, o professor, muitas vezes, teme provocar tristeza e sofrimento aos alunos e demonstra receio em ir contra os valores e crenças religiosas de suas famílias.
Por isso, ele fica inseguro quando tem que abordar este tema no dia a dia da sala de aula.
Vários são os questionamentos:
 Será que existe um momento “certo” para se falar de morte com os alunos?
Que momento seria este?
Será que é quando a criança deixa de brincar com suas fantasias, com o imaginário?
Ou quando ela cresce e é capaz de entender os motivos da morte?
Isso poderia facilitar o entendimento para a dor da perda? E outros.
Assim como o nascimento, a morte faz parte da vida.
E os alunos não desconhecem a realidade da morte!
Eles perdem os avós, os parentes, os amigos, os animais de estimação; ouvem os noticiários da mídia sobre a morte de pessoas famosas, políticos, artistas em geral; veem imagens de tragédias e conversam sobre as pessoas que morreram e também sobre os sobreviventes...
Enfim, eles vivenciam cotidianamente experiências relativas à morte.
A morte deve ser tratada espontaneamente no cotidiano da sala de aula, como parte do ciclo natural da vida.
O melhor a se fazer é criar um espaço de discussão, reflexão e troca de experiências sobre a morte; deixar o aluno perguntar o que quiser, encorajando-o a expressar o que sente; possibilitar a leitura de textos informativos sobre o assunto; dialogar sobre o tema de forma aberta, honesta, tendo por base as próprias crenças e valores (informar aos alunos que a crença do professor não é a única forma de compreender a questão, pois são várias as concepções relativas à morte, dependendo da cultura, da religião, das crenças familiares...) dentre outros.
Os jogos, as brincadeiras, a escrita, a literatura, os vários recursos artísticos, como a dramatização, possibilitam aos alunos a expressão de como percebem, compreendem e reagem à morte, às experiências de perdas, ao luto.
Atividade 1:
FALANDO DE MORTE E EXPRESSANDO OS SENTIMENTOS DE DOR...
Inicie a aula exibindo para os alunos a parte do filme “O Rei Leão” que trata da morte do Rei Mufasa, acessando o link
Após a exibição, organize a turma em círculo e solicite a eles que expressem os seus sentimentos em relação ao que viram e ouviram.
Converse com os alunos e ouça o que eles têm a dizer sobre os sentimentos de tristeza profunda e desamparo, vividos por Simba, ao perceber que seu pai, o Rei Mufasa, está morto; o choro como expressão de dor pela perda do pai; a reação de negar a morte do pai, quando tenta fazê-lo acordar, levantar e voltar para casa, dentre outros aspectos destacados durante o debate.
Nesse momento, encoraje os alunos a relatar para a turma situações de vivência do luto por morte, separações e ausências de pessoas queridas, de animais de estimação e outros e a expressar os sentimentos de dor vividos nestas situações de perdas.
Professor e alunos deverão acolher de forma respeitosa, sensível e amorosa as experiências de dor trazidas pelos colegas.
Na sequência, peça aos alunos que representem o que é a morte, utilizando para isto recursos artísticos variados, como desenhos, pinturas, colagens, dentre outros.
Coloque no centro da roda materiais diversos, como: folhas de papel de cores e texturas variadas, lápis de cor, giz de cera, pedaços de carvão, tintas guaches de diferentes cores, revistas, jornais, tubos de cola, tesouras e outros.
Ao final, incentive os alunos a falar sobre suas representações acerca da morte. Como ela é expressa? Que significados dão para ela? Proponha aos alunos a confecção de um mural para expor as suas produções. Eles poderão dar um título bem criativo ao mural!
Para ampliar a discussão sobre o tema, apresente aos alunos algumas imagens que retratam a morte e deixe que falem livremente sobre o que sentem, o que percebem e as possíveis semelhanças entre as imagens apresentadas e as representações feitas por eles.
Atividade 2:
COMPREENDENDO A MORTE NO CICLO DA VIDA!
Peça aos alunos que ouçam com atenção a história que deverá ser lida em voz alta pelo professor.
(Professor, o texto na íntegra está disponível no link


Logo após a leitura da história, peça aos alunos que se organizem em grupos.
Cada grupo deverá receber uma cópia do texto “A HISTÓRIA DE UMA FOLHA” que poderá ser relido pelas crianças, na medida em que forem discutindo algumas questões propostas pelo professor.
As questões poderão ser distribuídas ou sorteadas entre os grupos.

Sugestão de questões:
. Na história da Folha, que relações vocês conseguem estabelecer entre as estações do ano e as fases próprias do ciclo da vida humana – nascimento, desenvolvimento, reprodução, envelhecimento e morte?
Vocês compreendem que a morte é um acontecimento irreversível no ciclo natural da vida?
. Vocês concordam com a fala do Daniel de que todos nós vamos morrer um dia e de que tudo morre? Concordam com o dito popular de que “Para morrer, basta estar vivo?” Alguém do grupo pensa de forma diferente?
. Num determinado momento da história, a Folha disse para o Daniel: - “Eu não vou morrer!” Vocês acham isso possível? Mas nos desenhos animados os heróis nunca morrem, são imortais! Como explicar isso? Qual a ideia de morte no mundo imaginário, fantástico? E no mundo real?
. – “Tenho medo de morrer”, disse Folha a Daniel. – “Todos temos medo do que não conhecemos. Isso é natural”, disse Daniel. O que pensam vocês sobre esse diálogo entre a Folha e o Daniel? Concordam? Discordam? Listem os medos de vocês diante da morte (se houver!).
. – “Para onde vamos quando morremos?” Perguntou a Folha para Daniel. Alguém já se fez esta pergunta? O que pensam sobre isso? O que dizem os seus pais e as pessoas de sua convivência social acerca desta questão? Existem formas diferentes de entender esta pergunta no grupo?
. – “Voltaremos na primavera?” Essa questão da Folha dirigida ao Daniel poderia significar o desejo de nascer novamente para a vida? Poderia também revelar a dificuldade da Folha em compreender que a morte faz parte do ciclo da vida?
- O que vocês entendem da frase "Era a folha maior no galho e parecia que estava lá antes de qualquer outra"? Assim como há folhas que nascem antes de outras, também podem morrer antes das outras? Quem nasce primeiro pode morrer por último? O inverso também pode acontecer?
Dando prosseguimento, solicite aos grupos que compartilhem com os colegas as discussões realizadas por eles. Aproveite este momento para ampliar as ideias dos alunos sobre o tema e conhecer as várias concepções de morte expressas pela turma, próprias da cultura, das crenças religiosas, dos valores familiares dos diferentes grupos sociais.
Após as discussões, solicite aos grupos que escolham uma parte da história para ser ilustrada de forma bem criativa! As ilustrações da “HISTÓRIA DE UMA FOLHA” poderão compor o mural juntamente com as representações dos alunos acerca da morte.
Atividade 3:
AS HISTÓRIAS INFANTIS E A MORTE
Para esta atividade, leve os alunos até o Laboratório de Informática da escola.
Peça que se organizem novamente em grupos e, com a colaboração do professor responsável, leiam algumas histórias infantis que abordam questões como perdas, separações e ausências, procurando reconhecer as ideias subjacentes à concepção de morte em cada história.
Deverão registrar o trabalho realizado por eles nos cadernos!
Sugestão de links de histórias:




A mulher que matou os peixes -

Clarice Lispector (Professor, leia previamente o livro sugerido!
Você poderá dividi-lo em partes, de modo que cada grupo possa ler uma história de bicho escrita neste livro pela autora).


Contando-historias-com-menina-nina-duas-razoes-para-nao-chorar Ziraldo - Contando histórias com "Menina Nina. Duas razões para não chorar" (Trecho do livro que conta a morte da “Vovó Vivi”).
Após a realização dos trabalhos, peça aos grupos para socializar com toda a classe as ideias e as análises realizadas por eles, referentes à concepção de morte nas histórias lidas.
Nesse momento, o professor poderá incrementar o debate, abordando alguns aspectos que possibilitam uma análise crítica sobre a relação entre as histórias lidas e as ideias de morte.
Sugestão de questões:
. Vocês conseguiram perceber o contraste entre as histórias clássicas da literatura infantil e as de Clarice Lispector e Ziraldo, na forma de abordar a morte? Como cada uma delas trata a questão da morte?
. Em quais histórias vocês puderam reconhecer o caráter protetor dado às crianças, evitando a experiência de dor da perda?
. Que histórias abordam a morte de forma reversível, como aquelas dos heróis imortais dos desenhos?
. Em quais histórias puderam reconhecer a concepção de morte como um acontecimento universal e irreversível? Dentre outras.
Atividade 4:
“O VOVÔ FOI FAZER UMA LONGA VIAGEM...”
Para iniciar este momento, diga aos alunos que, assim como algumas histórias infantis tratam a morte de forma reversível, ou seja, de modo que os personagens possam sobreviver a ela, os adultos também procuram poupar as crianças de entrar em contato com os sentimentos dolorosos relativos à perda de pessoas queridas, de animaizinhos de estimação...
Eles temem provocar dor às crianças ao falar de morte com elas!
Temem que elas não compreendam um conceito tão complexo, abstrato, ligado a questões culturais, religiosas e até mesmo misteriosas.
Por isso, usam as mais diferentes explicações e expressões para comunicar-lhes a morte de alguém, procurando minimizar o sofrimento das crianças.
Em seguida, peça aos alunos que digam quais as expressões que eles conhecem e que são utilizadas pelos adultos para comunicar situações de perdas às crianças.
Ouça o que eles têm a dizer e faça o registro na lousa.
Provavelmente aparecerão expressões metafóricas, tais como:
“Afinal, descansou!”;
 “Dormiu para sempre”;
“Partiu...”;
 “Foi fazer uma longa viagem”;
“Foi embora”;
“Bateu as botas”;
“Foi para o andar de cima”;
“Virou uma estrelinha”,
"Passou desta para melhor",
"Está lá no céu", dentre outras.
Dando continuidade, proponha aos alunos entrevistar pessoas adultas da escola, da família, da vizinhança, dos vários espaços sociais de convivência, a fim de conhecer as expressões utilizadas por elas para comunicar perdas significativas às crianças.
Distribua aos alunos uma folha com a seguinte questão: “Que expressões você usa para comunicar a uma criança a morte de alguém?”
Peça aos alunos que registrem na folha, as respostas dadas à pergunta feita.
Com as entrevistas realizadas, os alunos deverão socializar com toda a turma as respostas obtidas. Em seguida, solicite a produção de um texto coletivo sobre as expressões metafóricas utilizadas pelos adultos para comunicar a morte às crianças.
O texto poderá fazer parte do mural de sala sobre a aula “Falando de morte com os alunos”.
Recursos Complementares
Professor, sugerimos abaixo alguns sítios de informações sobre o assunto, para seu conhecimento ou para ser utilizado com os alunos durante o desenvolvimento da aula:


Faz parte da vida

Falando de morte com crianças

Falar da morte às crianças



Seis respostas: como falar de morte com as crianças - O vovô foi para o céu, o cachorro virou uma estrelinha. Será que essas explicações ajudam a criança a lidar com a morte?

Como informar a morte a uma criança?

Visão da criança sobre a morte

Sugestão de livros de histórias sobre o tema “morte” (Professor, você poderá socializar os títulos dos livros com a turma, para ampliar as possibilidades de leitura dos alunos):

 LIVROS QUE TRATAM DO TEMA "MORTE", UTILIZADOS NA TESE DE DOUTORADO

Livros infantis ajudam educadores a falar sobre morte com alunos

Livros infantis podem ajudar criança a superar morte, doença e divórcio

A MORTE NA LITERATURA INFANTIL

Arte aborda a morte para crianças

Livros:
AZEVEDO, Ricardo. Contos de enganar a morte. São Paulo: Ática, 2003.
LAGO, Angela. De Morte! Belo Horizonte: RHJ LIVROS, 2002.
Avaliação
A avaliação deverá ser contínua, processual e diagnóstica durante todo o desenvolvimento da aula: acompanhar e avaliar os alunos nas diferentes etapas do processo de aprendizagem, compreender as estratégias utilizadas por eles na construção do conhecimento e organizar formas de intervenção adequadas às reais necessidades dos alunos e que possibilitem avanços cognitivos.
Autoavaliação dos alunos (oral ou por escrito): Participação individual e grupal nos momentos da aula propostos pelo professor.
Avaliação dos alunos pelo professor: Respeito aos momentos de fala e de escuta e às opiniões dos colegas.
Envolvimento e participação dos alunos nas atividades propostas.
 Avaliar se os alunos foram capazes de compreender que a morte faz parte do ciclo natural da vida;
- identificar e expressar os sentimentos de dor vividos em situações de perdas;
- representar a morte por meio de recursos artísticos;
- reconhecer em algumas histórias infantis as ideias subjacentes à concepção de morte;
- realizar entrevistas e contribuir de forma efetiva para a construção de texto coletivo sobre as expressões metafóricas utilizadas pelos adultos para comunicar a morte às crianças.




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