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Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
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seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

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JUNHO 2017
8 ANOS DE LITERATURA INFANTIL

sábado, junho 30, 2012

Dom Quixote> Várias propostas>Literatura> 30/06/12



Dom Quixote
Literatura Clássica

“os clássicos são livros que, quanto mais pensamos conhecer por ouvir dizer, quando são lidos de fato mais se revelam novos, inesperados, inéditos”.
Italo Calvino

Em Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, um fidalgo lê tantos livros de cavalaria que passa a misturar a realidade com as histórias dos livros.
O personagem, então, sai pelo mundo para realizar sua tarefa como cavaleiro.
No caminho, encontra pessoas que entram na ficção; uns para manipulá-lo e outros para ajudá-lo.
As armaduras, Quixote encontra nas coisas velhas dos avôs; a montaria, nada mais é que um pangaré.


Leitura de clássicos

  O que o aluno poderá aprender com esta aula
• Leitura e compreensão de texto;
• Interpretação de texto;
• As diferenças da comunicação em língua portuguesa nos períodos históricos.

Duração das atividades
06 AULAS

Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
• Saber que a língua falada depende de regras para ser compreendida por todos quando é transportada para a comunicação escrita;
• Saber que a leitura libera a imaginação humana, despertando a criatividade em cada indivíduo;
• O desenvolvimento lingüístico.

 Estratégias e recursos da aula
As estratégias utilizadas serão:
- aula interativa com uso da mídia som;
- utilização do laboratório de informática;
-atividades em pequenos grupos em sala de aula.

ATIVIDADE 1
Ler para os alunos um trecho do livro O Engenhoso Fidalgo D. Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes Saavedra.
Páginas 117 a 120
Do bom sucesso que o valoroso D. Quixote teve na espantosa e jamais imaginada aventura dos moinhos de vento, mais outros sucessos dignos de feliz lembrança.
Nisto, avistaram trinta ou quarenta moinhos de vento dos que há naqueles campos, e assim que D. Quixote os viu, disse ao seu escudeiro:
- A ventura vai guiando as nossas coisas melhor do que pudéramos desejar; pois vê lá, amigo Sancho Pança, aqueles trinta ou pouco mais desaforados gigantes, com os quais penso travar batalha e tirar de todos a vida, com cujos despojos começaremos a enriquecer, pois esta é boa guerra, e é grande serviço de Deus varrer tão má semente da face da terra.
- Que gigantes? - disse Sancho Pança.
- Aqueles que ali vês - respondeu seu amo -, de longos braços, que alguns chegam a tê-los de quase duas léguas.
- Veja vossa mercê - respondeu Sancho - que aqueles que ali aparecem não são gigantes, e sim moinhos de vento, e o que neles parecem braços são as asas, que, empurradas pelo vento, fazem rodar a pedra do moinho.
- Logo se vê - respondeu D. Quixote - que não és versado em coisas de aventuras: são gigantes, sim; e se tens medo aparta-te daqui, e põe-te a rezar no espaço em que vou com eles me bater em fera e desigual batalha.
E, isto dizendo, deu de esporas em seu cavalo Rocinante, sem atentar às vozes que o seu escudeiro Sancho lhe dava, advertindo-lhe que sem dúvida alguma eram moinhos de vento, e não gigantes, aqueles que ia acometer. Mas ele ia tão certo de que eram gigantes, que nem ouvia as vozes do seu escudeiro Sancho, nem via o que eram, embora já estivesse bem perto, antes ia dizendo em altas vozes:
- Non fuxades, cobardes e vis criaturas, que um só cavaleiro é este que vos acomete.
Nisto se levantou um pouce de vento, e as grandes asas começaram a girar, em vista do qual, disse D. Quixote:
- Ainda que movais mais braços que os do gigante Briaréu, haveis de pagar-me.
E, isto dizendo, e encomendando-se de todo coração à sua senhora Dulcinéia, pedindo-lhe que em tal transe o socorresse, bem coberto da sua rodela, com a lança enristada, arremeteu a todo o trote de Rocinante e investiu contra o primeiro moinho que tinha à frente; e ao lhe acertar uma lançada na asa, empurrou-a o vento com tanta fúria que fez a lança em pedaços, levando consigo cavalo e cavaleiro, que foi rodando pelo campo muito estropiado. Acudiu Sancho Pança ao seu socorro, a todo o correr do seu asno, e ao chegar viu que não se podia mexer: tamanho fora o tombo que dera com ele Rocinante.
- Valha-me Deus! - disse Sancho. - Eu não disse a vossa mercê que visse bem o que fazia, que não eram senão moinhos de vento, e só o podia ignorar quem tivesse outros na cabeça?
- Cala, amigo Sancho - respondeu D. Quixote -, que as coisas da guerra mais que as outras estão sujeitas a contínua mudança: quanto mais que eu penso, e assim é verdade, que aquele sábio Frestão que me roubou o aposento e os livros tornou esses gigantes em moinhos, para me roubar a glória do seu vencimento, tal e tanta é a inimizade que me tem; mas, ao cabo do cabo, de pouco valerão as suas más artes contra a bondade da minha espada.
- Que Deus faça o que puder - respondeu Sancho Pança.

Fonte:  revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT457118-1655,00.html

Ao término da leitura de DOM QUIXOTE, o professor deve verificar a compreensão dos alunos sobre a experiência da leitura e a forma particular de expressão de Dom Quixote, uso de uma linguagem oral não usual nos dias atuais:
- como imaginam o cavaleiro Dom Quixote?
- notaram algo de diferente na fala de Dom Quixote? O que?
- quais os valores defendidos pelo cavaleiro andante?

ATIVIDADE 2
Levar os alunos ao laboratório de Informática. Orientá-los a pesquisar imagens que retratem os personagens da estória de Dom Quixote e os locais por onde passou.
Algumas indicações de sites:


É importante que o professor solicite aos alunos que salvem as imagens, auxiliando-os a indicarem em cada imagem a sua fonte.
Depois de realizada a busca por figuras que possam ilustrar a estória de Dom Quixote, cada aluno deve escolher uma imagem e apresentá-la aos colegas, justificando oralmente a relação da imagem com a estória.

ATIVIDADE 3
Em sala de aula o professor apresentará pequenos recortes do livro Dom Quixote das Crian&cc edil;as para os alunos identificarem as particularidades da comunicação de Dom Quixote.
— Sancho — disse ela — retirou-se da estalagem moidíssimo e embezerradíssimo. Para acalmá-lo, Dom Quixote tentou provar que tudo não passava de picuinhas e malvadezas dos tais mágicos encantad ores” p. 69.
“ — Maldito encantador Freston! Mais uma vez me trocou tudo. “Transformou dois poderosos exércitos num vil rebanho de ovelhas. Infame estratagema. Ai, amigo Sancho! Aproxima-te e cura-me estas feridas. Estou em cacos.” p. 71
“— Amigo Sancho, o céu quis que eu nascesse para ressuscitar a Idade de Ouro neste século degenerado, e o destino reservou-me os maiores feitos. Por mais árdua que seja a aventura que se apresenta, não a evitarei. Arrocha a cilha de Rocinante e fica neste ponto à minha  espera. Se eu não voltar desta aventura, retornarás à aldeia e dirás a todos que teu amo pereceu como os verdadeiros heróis perecem — na luta!
Ouvindo tais palavras, Sancho rompeu em choro de criança.
— Ai, meu querido amo! Para que há de V. Sa. meter-se em tais embrulhos? Já não está de sobejo famoso com tantas proezas realizadas? Se meu amo perece, adeus minha ilha! Lembre-se, meu senhor, que tenho mulher e filhos e que sem a ilha ficarão todos desamparados. Ah, senhor, espere pelo menos que amanheça. De dia os perigos são menores”. p 79
A situação problema desta atividade é que os alunos devem compreender os trechos e apresentar o significado das palavras negritadas, em um primeiro momento, sem o uso de dicionário e posteriormente comparar o significado indicado preliminarmente para cada palavra ao significado encontrado após consulta em dicionário. Para promover uma melhor visualização do significado das palavras sem e com uso de dicionário, indica-se que os estudantes produzam um quadro para cada palavra, para visualizarem com clareza a contribuição ao vocabulário possibilitada pela consulta ao dicionário.

ATIVIDADE 4
Retornando ao laboratório de informática, agora é a vez de verificar a compreensão da estória de Dom Quixote, por meio da produção escrita dos alunos.
Cada estudante deverá produzir, fazendo uso das figuras pesquisadas anteriormente, com suas palavras a estória de Dom Quixote.

ATIVIDADE 5
Dom Quixote defende alguns valores morais como regras em sua conduta de cavaleiro. Em sua loucura, trava lutas com inimigos imaginários, porém sempre em defesa da justiça. Além da justiça heróica de Dom Quixote, que luta em favor dos desamparados, há a justiça baseada na vingança, no “olho por o lho”, “dente por dente”. Para ilustrar essa realidade o vídeo Ética – Justiça x Vingança episódio III da Futuratec é uma sugestão :


Após o vídeo, o professor orienta os alunos para compararem as batalhas do mundo da fantasia de Dom Quixote com as batalhas da vida real. Os alunos depois da discussão inicial devem ser divididos em pequenos grupos para construírem o significado para as palavras justiça, paz e vingança e posteriormente comparar com o significado indicado em dicionário.

Recursos Complementares
Recomendações de leitura para o professor: LOBATO, M. Dom quixote das crianças. São Paulo: Brasiliense, 1994. http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0183/aberto/mt_73662.shtml

 Avaliação
A avaliação se dará de forma coletiva em todos os momentos em que os alunos estiverem participando das discussões propostas e individualmente por meio da produção da estória de Dom Quixote e quando solicitada a exposição individual de posicionamento. O professor deverá utilizar a estratégia do Mapa Mental para que cada aluno apresente a rede de conhecimentos gerada com as atividades desenvolvidas, por meio da construção de um mapa mental partindo do tema gerador DOM QUIXOTE e associando todos os conceitos/palavras que vão ao encontro deste tema.
 
 
  Atividades:Dom Quixote das crianças
 

Dom Quixote em cordel

Existia uma grande aldeia
igual a outras que havia
e lá tinha um fidalgo
magro, mas sempre comia
carnes, fritos e lentilhas
ovos e tudo que existia.
...
Lia tanto que ficava
delirando a vida inteira
e via em sua frente
bruxos, dragão, feiticeira
combates e desafios
que terminavam em asneira.
Dom Quixote luta com os cangaceiros do nordeste e Dulcinéia (sua amada imaginada) vira Maria Bonita.
Lutou com os cangaceiros
perdeu na luta maldita
pensou ser a Dulcinéia
que seu coração palpita
mas quando levantou
era Maria bonita.
Dom Quixote pede para que lhe passasse o ungüento de Ferrabrás, pois tava todo ferido da luta com os cangaceiros.
Depois D. Quixote luta com o cavaleiro da Branca Lua, em campina Grande.
Nesse episodio, um dos mais comoventes do Quixote, D. Quixote perde a batalha.
O cavaleiro da Branca Lua era o seu amigo Sansão Carrasco, que lutou para que o Quixote vencido voltasse para casa, como havia sido o trato que é cumprido rigorosamente pela cavalaria andante. D. Quixote volta para casa e passa ser novamente Alonso Quijano.
Logo morre, pois sua vida era o pelejar e lutar contra as injustiças do mundo.
Outra versão cordelizada adaptada do Quixote foi feita pelo Cearense Antônio Klévisson Viana, poeta popular, cartunista e tesoureiro da Academia Brasileira de Cordel.

As aventuras de D. Quixote em versos de cordel ( Klévison Viana):

Espanha belo pais
foi lá que viveu Miguel
De Cervantes, que escreveu
Com nanquim, pena e papel
A história de Dom Quixote
Que eu refiz em cordel.
O Autor pergunta quem foi D. Quixote, para concluir que:
- Quem ler o livro / tira algumas boas lições.
Quem foi esse Dom Quixote?
Foi um louco, um sonhador?
visionário ou lunático
em um mundo enganador?
ou foi alguém que buscava
Pra vida um real valor?

 
 
Conto
Moinho dos sonhos
João Anzanello Carrascoza

Ilustração: Martha Werneck
Ilustração: Martha Werneck.
 
  A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé.
Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.
Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.
Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira - um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.
Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.
De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.
Começaram a se misturar:
- Deixa eu brincar com seu cavalo?, pediu Sancho.
- Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.
Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.
Avançaram na entrega:
- Tá vendo aquele moinho gigante?, apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.
- Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.
- Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.
Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:
- Tá vendo o castelo ali?, apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.
- E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando?, propôs Alonso.
- Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.
- Temos de crescer primeiro.
- Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! - disse Alonso.
- Vamos!, concordou Sancho.
Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.
Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.


Aqui tem Dom Quixote em quadrinhos

Larousse heróis
Editora Larousse Júnior





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Um comentário:

  1. Gostei da aula, acho que poderíamos acrescentar, os alunos assistirem D. Quixote reciclável, é muito interessante.
    Abraços.
    MClara

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