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Colaboração e Direitos

Colaboração e Direitos Autorais
Olá amiga(o) ,
Fui professora dos projetos "Estímulo À Leitura",
"Tempo Integral" e a favor da leitura lúdica,
afinal, quer momento mais marcante que a fantasia da vida?
Portanto, será um prazer receber sua visita em mais um blog destinado a educação.
Nele pretendo postar comentários e apreciações de materiais didáticos de Língua Portuguesa, além de outros assuntos pertinentes, experiências em sala de aula, enfocando a interdisciplinaridade e tudo que for de bom para nossos alunos.
Se você leu, experimentou, constatou a praticidade de algum material e deseja compartilhar comigo,
esteja à vontade para entrar em contato.
Terei satisfação em divulgar juntamente com seu blog, ou se você não tiver um, este espaço estará disponível dentro de seu contexto.
Naturalmente, assim estaremos contribuindo com as(os) colegas que vêm em busca de sugestões práticas.
Estarei atenta quanto aos direitos autorais e se por ventura falhar em algo, por favor me avise para que eu repare os devidos créditos.
Caso queira levar alguma publicação para seu blog, não se
esqueça de citar o "Linguagem" como fonte.
Você, blogueira sabe tanto quanto eu, que é uma satisfação ver o "nosso cantinho" sendo útil e nada mais marcante que
receber um elogio...
Venha conferir,
seja bem-vinda(o)
e que Deus nos abençoe.
Krika.
30/06/2009

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JUNHO 2016
7 ANOS DE LITERATURA INFANTIL

quinta-feira, outubro 04, 2012

Poesia e magia >Literatura> Toque africano>Linguagem e atividades>03/10/12


"O convívio cotidiano é a forma mais eficaz de trabalhar comportamentos e atitudes."
Daniela Alonso
Sugestão literária para abordar o tema de jeito natural,
inserindo-o em práticas diárias, como brincadeiras, leitura e música.



ABECEDÁRIO AFRO DE POESIAS
Silvio Costta
Ilustr.Fernando Tangi
Editora Paulus 

O abará, em grandes porções, já estava num tacho bem grande.
O acarajé, recém-saído da fervura, ocupava uma travessa que dava gosto!
Uma jarra carregada de aluá reluzia do outro lado da mesa, e o grande tesouro de dona Florença seria colocado sobre o abadá, todo florido: era o melhor angu de Angola.
O trecho acima contém diversas palavras iniciadas pela letra "a" que descendem da cultura africana. Imagine quantas outras podem ser formadas com as demais letras do alfabeto?
Em "Abecedário Afro de Poesia", lançamento da Paulus, o leitor encontrará várias delas, como bamberê, galalau, omolu, quimbanda, todas distribuídas em poemas muito criativos.
Além de proporcionar às crianças o conhecimento de muitas palavras novas, o livro incentiva reflexões a respeito da diversidade cultural, inclusão social, racismo e tolerância.
“Funciona como tema transversal dentro dos parâmetros que se tornaram paradigmas na história do Brasil. Nosso país é tão complexo, repleto de diferenças e, ao mesmo tempo, paradoxal nas discussões sobre o tema. Sempre é bom propor debates por outro ponto de vista. Neste caso, o da colaboração e da influência que a riqueza cultural africana exerce – de modo positivo – em nossas vidas”.
Ao final, há um glossário com a relação dos termos afros citados durante o texto e seus respectivos significados.

http://wp.clicrbs.com.br/aldobrasil/2012/08/20/poesia-com-toque-africano/?topo=77,2,18  

Poesia com toque africano
Texto by krika
A cultura africana mostra nosso berço e herança cultural.
È inegável nossas influências em música,arte,poesia,etc.
Sempre teremos algo a acrescentar e para comemorar nossas raízes.
Esta cultura afro-brasileira foi perseguida, malvista e incompreendida. Batuques, candomblé e até mesmo a capoeira foram proibidos. Custou para que a herança africana em nossa cultura fosse percebida como algo importante, profundo e próprio.Com isto revelado nós conseguimos um vasto repertório de livros lúdicos, interessantes e maravilhosos para levarmos aos nossos alunos.
Nossa identidade brasileira está contida nestas páginas graciosas do Abecedário Afro de poesia.
As possibilidades didáticas são inúmeras.
Seguem algumas sugestões:
Linguagem afro - brasileira
Homenagem a nossa cultura negra
"A festa afro
A azoeira estava pronta:gente na casa que ninguém dava conta.
Por sobre a toalha a enfeitar a mesa posta, o abará em porção, num grande tacho, pra saciar quem quisesse.
E ainda, mais abaixo, recém-chegado da fervura numa travessa qu edava gosto, o acarajé em fartura.
Do lado aposto, pra acompanhar, reluzia quase dourada uma jarra carregada de aluá.
Mas não se dê por saciado. Veja só o que vinha por lá:
Num abadá todo florido, espalhando axé com sua presença, Dona Florença, a dona da festa, carregava o seu tesouro; o melhor angu que já veio de Angola.
Antes da ceia, num ritual, o afoxé se antecipou.
Feito um som que lembrou um sino, o agogô deu um aviso:
a festa afro começou."

Atividades:
Conhecer o vocabulário afro-brasileiro:
Separando as palavras, estudando-as, pesquisando-as,interpretando-as, intertextualizando-as:
As palavras do texto são:
Abará
Quitute semelhante ao acarajé ( bolinho de feijão frito no dendê e servido com mcamarões secos). A massa feita de feijão fradinho e os temperos são os mesmos. Os bolinhos envoltos em folhas de bananeira são cozidos em banho-maria.


Aluá
Aluá é, tradicionalmente uma bebida fermentada, de abacaxi ou de milho.
O nome viria do árabe, heluon, doce. Doce bastante apreciado no Oriente, é composto de farinha de arroz, manteiga e jogra, que é o açúcar retirado da palmeira.
É semelhante ao nosso manjar branco, conforme o pesquisador folclorista Luís da Câmara Cascudo.
Outras pessoas afirmam que é uma corrutela da expressão "ao luar", pela forma como os negros escravos preparavam a bebida em rituais de confraternização.

Abadá
Abadá pode se referir a vários itens de vestuário: um tipo de bata ou túnica branca usada pelos muçulmanos que aportavam no Brasil como escravos, o uniforme dos trabalhadores portuários no Brasil, as calças usadas pelos capoeiristas ou uma camisa vendida em um carnaval ou produção teatral para promover o evento.
É uma palavra de origem africana, do yorubá, trazida pelos negros malês para a Bahia.
Assim também é chamada, até hoje, a indumentária dos capoeiristas. É provável que essa bata que servia as orações também vestisse os jogadores da capoeira durante suas rodas.
Existe a lenda de que capoeiristas usavam branco como forma
de demonstrar suas habilidades: os melhores mestres da capoeira mantinham seus abadás impecáveis depois da luta.
Axé
Saudação.Força vital e espiritual
Afoxé
Dança semelhante a um cortejo real que desfila durante o carnaval e em cerimônias religiosas.
Angu
Massa de farinha de milho ou mandioca.

Desdobramentos:
Elaborar um texto culinário para explorar o gênero instrucional é uma boa pedida.
Colecionar diversas receitas com estes ingredientes ,destacando os conhecidos ou preferidos  de cada região.
Desenho sugestivo da festa afro.
No livro as imagens são lindas,coloridas e bem divertidas.
Vejam no link abaixo:
Elementos africanos estão na base da maioria das nossas manifestações culturais, como por exemplo, o modo de falar.
A maneira de falar português “do brasileiro” foi transformada pelas pronúncias e gramáticas africanas.
Por isto o objetivo deste blog é a publicação de palavras, ou expressões que utilizamos no cotidiano, e que apresentam sua origem associadas às culturas africanas.


"O Baobá
Embaixo do baobá, fizeram um grande banzé.
Bitelo, ele foi pra aguentar a bagunça que lhe impuseram.
Batucaram tanto no pobre
que o galho que era fino virou
berimbau, ficou banguela,
perdendo as folhas e o seu
melhor balangandã.
O vento que ali soprava, fazendo um
bamberê da copa, de tristeza perdeu a forçaa, ficando borocoxô.
O baobá até chorou, sentindo o banzo
de outro tempo em que era bamba da floresta.Por fim, o baobá pensou:
besta é o homem que põe a mãos e destrói o que ainda lhe resta."
  Glossário
Baobá
Árvore de tronco enorme reverenciada por seus poderes mágicos.
Berimbau
Instrumento musical composto de um arco d emadeira com uma corda de arame vibrada por uma vareta, tendo uma cabaça oca como caixa de ressonância.
Balangandãs
Enfeites, originalmente de prata ou de ouro, usados em dias de festa.
Bamberê
Cantiga de ninar entoada por negras velhas da região amazônica.
Borocoxô
Molenga.
Banzo
Tristeza fatal que abatia os escravizados com saudades de sua terra natal.
Bamba ou bambambã
Maioral, bom em quase tudo que faz.
Atividades
Conhecer o baobá através de outras histórias.
Seguem algumas postagens neste blog referentes a esta árvore:
Mais aqui:
http://linguagemeafins.blogspot.com.br/search/label/Baob%C3%A1

Mais baobá
 
O baú nos contou uma história acontecida há muitos e muitosanos atrás, no continente africano.
Era uma vez um velho contador de histórias que percorria várias cidades africanas para contar
suas aventuras.
Sempre que chegava numa nova aldeia, ele procurava um baobá, árvore sagrada daquele continente, para descansar em sua sombra.
Aconteceu uma vez, dele chegar num lugar que nunca havia visitado.
Uma aldeia onde todos andavam descalços
O velho contador ficou surpreso quando soube que eles nunca tinham ouvido falar em sapatos.
O bom homem então, despediu-se e continuou seu caminho.
Antes de partir, ele jurou que retornaria um dia.
Passou o sol...
Passou a chuva...
Um dia o velho retornou àquela aldeia. Assim que chegou, sentou-se em baixo do baobá e logo reuniu muitas pessoas ao seu redor.
- Vim aqui para trazer uma surpresa a todos vocês! - disseo o velho.
Todos ficaram curiosos.
Depois de dizer, o velho mostrou uma quantidade grande de sapatos que ele havia trazido, sapatos de todas as cores, tamanhos e modelos.
As pessoas, felizes da vida, se penduravam nos galhos do baobá.
Ao perguntarem o preço, o bom homem lhes disse que cada um poderia escolher qual quisesse e em troca eles teriam que voltar ao pé do antigo baobá e contar histórias ao velho andarilho.
Para saber se as pessoas da aldeia cumpriram a promessa, deixando o velho contente, consulte seu aventureiro preferido.
Ele certamente vai ter uma bela história pra te contar.

O coração do baobá
No coração da África, havia uma extensa planície. E no centro dessa planície, erguia-se uma alta e frondosa árvore. Era o baobá.
Um dia, embaixo do sol escaldante do meio-dia africano, corria pela planície um coelhinho, que, exausto, suado, quando viu o baobá, correu a abrigar-se à sua sombra. E ali, protegido pela árvore, ele se sentiu tão bem, tão reconfortado, que olhando para cima não pôde deixar de dizer:
- Que sombra acolhedora e amiga você tem, baobá! Muito obrigado!
O baobá, que não costumava receber palavras de agradecimento, ficou tão reconhecido, que fez balançar os seus galhos e tremular suas folhinhas, como numa dança de alegria.
O coelho, percebendo a reação da árvore, quis aproveitar-se um pouquinho da situação e disse assim:
- É, realmente sua sombra é muito boa.... Mas e esses seus frutos que eu estou vendo lá em cima? Não me parecem assim grande coisa...
O baobá, picado no seu amor próprio, caiu na armadilha. E soltou, lá de cima de seus galhos, um belo e redondo fruto, que rolou pelo capim, perto do coelhinho. Este, mais do que depressa, farejou o fruto e o devorou, pois ele era delicioso. Saciado, voltou para a sombra da árvore, agradecendo:
- Bem, sua sombra é muito boa, seu fruto também é da melhor qualidade. Mas.... e o seu coração, baobá? Será ele doce como seu fruto ou duro e seco como sua casca?
O baobá, ouvindo aquilo, deixou-se invadir por uma emoção que há muito tempo não sentia. Mostrar o seu coração? Ah... Como ele queria.... Mas era tão difícil.... Por outro lado, o coelhinho havia se mostrado tão terno, tão amigo.... E assim, hesitante, hesitando, o baobá foi lentamente abrindo o seu tronco. Foi abrindo, abrindo, até formar uma fenda, por onde o coelho pôde ver, extasiado, um tesouro de moedas, pedras e jóias preciosas, um tesouro magnífico, que o baobá ofereceu a seu amigo. Maravilhado, o coelho pegou algumas jóias e saiu agradecendo:
- Muito obrigado, bela árvore! Jamais vou te esquecer!
E chegando à sua casa, encontrou sua esposa, a coelha, a quem presenteou com as jóias. A coelha, mais do que depressa, enfeitou-se toda com anéis, colares e braceletes e saiu para se exibir para suas amigas. A primeira que ela encontrou foi a hiena, que, assaltada pela inveja, quis logo saber onde ela havia conseguido jóias tão faiscantes. A coelha lhe disse que nada sabia, mas que fosse falar com seu marido. A hiena não perdeu tempo: foi ter com o coelho, que lhe contou o que havia acontecido.
No dia seguinte, exatamente ao meio-dia, corria a hiena pela planície e repetia passo a passo tudo o que o coelho lhe havia contado. Foi deitar-se à sombra do baobá, elogiou-lhe a sombra, pediu-lhe um fruto, elogiou-lhe o fruto e finalmente pediu para ver-lhe o coração.
O baobá, a quem o coelhinho na véspera havia tornado mais confiante e mais generoso, dessa vez nem hesitou. Foi abrindo o seu tronco, foi abrindo, bem devagarinho, saboreando cada minutinho de entrega. Mas a hiena, impaciente, pulou com suas garras no tronco do baobá, gritando:
- Abra logo esse coração, eu não agüento esperar! Ande! Eu quero todo esse tesouro para mim, eu quero tudo, entendeu?
O baobá, apavorado, fechou imediatamente o seu tronco, deixando a hiena de fora a uivar desesperada, sem conseguir pegar nenhuma jóia. E por mais que ela arranhasse a árvore, ela nada conseguiu.
A partir desse dia é que a hiena ganhou o costume de vasculhar as entranhas dos animais mortos, pensando encontrar ali algum tesouro. Mal sabe ela que esse tesouro só existe enquanto o coração é vivo e bate forte.
Quanto ao baobá, nunca mais ele se abriu. A ferida que ele sofreu é invisível, mas dificilmente curável. O coração dos homens se parece com o do baobá. Por que ele se abre tão medrosamente quando ele se abre? Por que às vezes ele nem se abre? De que hiena será que ele se recorda?
Fonte: SISTO, C. Mãe África. São Paulo: Paulus, 2005
Leitura informativa
Notícia
Curiosidades sobre o baobá
A capital dos baobás
O Recife não é muito arborizado, mas ninguém consegue apontar, com precisão, quantos baobás existem na cidade. E o motivo não está no triste destino desta árvore ameaçada de extinção, pelo contrário. Os baobás encontraram no Recife uma atenção especial, foram sendo informalmente adotados, plantados, suas mudas cultivadas e alguns dos defensores dessas grandes árvores, de tronco largo e casca sensível não titubeiam em dizer: Recife é a cidade dos baobás.
O primeiro a identificar essa relação dos moradores da cidade com os baobás foi o antropólogo jamaicano John Rashford, professor da North Carolina University, em passagem pelo Brasil justamente para estudar a árvore – natural do continente africano, mas presente em vários países americanos. Ao visitar o Recife, ficou encantado com quantidade de baobás que a cidade possuía e, mais ainda, com o grande número de pessoas que se dedicavam a plantar, cuidar das árvores e preparar novas mudas para outros interessados.
No Recife já foi produzido documentário sobre as pessoas contando histórias a respeito dos seus baobás preferidos, existem 11 árvores tombadas pela prefeitura, mais de 20 mudas foram plantadas no campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a escola Instituto Capibaribe plantou um na praça próxima e instituiu o dia do baobá aos alunos, há roteiro dos principais exemplares na cidade e, quem quiser uma muda para plantar, consegue sem esforço e a custo zero.
O baobá mais conhecido do Recife está na Praça da República, que fica entre o Teatro de Santa Isabel e os palácios do Governo e da Justiça. O baobá da Praça da República está na crônica política por ter testemunhado diferentes posses e deposições, faz parte da boemia teatral, abriga namorados vespertinos e vândalos de diferentes horas – seu frondoso tronco está repleto de iniciais, corações, nomes e proclamações.
O baobá da Praça da República também pode ser visto em caixas de sapatos ou álbuns que guardam as fotografias de recifenses em diferentes épocas. O funcionário da UFPE Fernando Batista, fã de baobás e contato do professor John Rashford durante suas passagens pelo Recife, conta que são comuns fotos familiares ao pé do baobá. “Encontra-se com facilidade a foto amarelada do filho criança, do mesmo filho mais velho e, depois, a foto mais recente do filho com o neto ao colo, todas ao pé do baobá”.

O grande fá dos baobás
A árvore não faz anéis no seu tronco irregular, logo não é possível apontar a idade que os baobás alcançam. Sabe-se que são resistentes aos anos, vivem mais de cem anos sem dúvida, mas nenhum estudioso assume o que alguns entusiastas gostam de afirmar: que elas vivem mais de 2 mil anos. Um destes admiradores é o motorista Gilberto Vasconcelos, que mantém o site Bioma Urbano (http://www.wix.com/biomaurbano/baobas). Ele criou e atualiza o mapa dos baobás em Pernambuco e possui uma sementeira improvisada em sua casa. Lá cultiva centenas de mudas da árvore. Sua ambição é verdejante: plantar cem mil mudas. Seu projeto é estadual: “Gostaria de plantar uma árvore em cada município pernambucano”.
Gilberto é uma pessoa simples que se interessou pelos baobás quase que por acaso. Sua relação com a natureza começou com sua infância de menino pobre, no município de São José do Laje, Alagoas, quando ainda menino se tornou cortador de cana-de-açúcar. “A vida era dura, mas eu morava entre duas reservas de Mata Atlântica e adorava brincar por lá”. Jovem, Gilberto foi para Belém do Pará e depois foi morar no Recife. “Fiquei impressionado com a falta de árvores”. Aos 40 anos, cansado de uma angústia que não o largava, rezou. “Pedi uma saída e daí veio esta vontade de plantar baobás”. Gilberto já plantou mais de 3 mil árvores, a maioria baobás. Sente-se livre da tristeza.
A peça infantil A árvore de Júlia, encenada em 2008 e 2009 no Recife, é outro exemplo ilustrativo. O texto trata da proteção de um baobá por uma menina que se recusa a deixar a árvore ceder espaço para a construção de uma fábrica. A produção da peça cuidou de distribuir mudas de baobás em diferentes apresentações e de plantar uma muda nos jardins da Faculdade de Direito do Recife – onde trabalha Fernando Batista, que além de cicerone do professor John Rashford foi um dos consultores para assuntos de baobás junto ao pessoal da Árvore de Júlia.
Além da muda plantada pelos produtores e elenco, a Faculdade de Direito tem outro exemplar, adulto, em seu jardim. Ele faz parte do catálogo de onze árvores tombadas pela Prefeitura do Recife. Desse grupo, o que tem o maior tronco, é o que está na margem do Rio Capibaribe – que corta o Recife e caracteriza a cidade por suas pontes.

O sobrevivente
O baobá do Capibaribe é um sobrevivente, conta Fernando Batista. Ele recorda que na grande cheia do rio, em 1975, a cidade foi inundada e houve pânico. Ao lado do baobá, algumas mangueiras foram arrastadas. O baobá tudo viu e não se mexeu. No governo seguinte, o rio foi alargado como parte das obras para se evitar novas enchentes. Quem perdeu terra foi justamente a margem do baobá. Mas ele continua onde sempre esteve. No entanto, longe dos olhos dos admiradores, por estar quase que escondido entre a lama do rio e o mato alto que cresce em volta.
Mesmo entre os que não se intitulam admiradores dos baobás, a espécie está lá, com sua marcante presença. Empresário de projetos inovadores, Frederico Cardoso Aires é um admirador da natureza, cultiva mudas de espécies consideradas em extinção por paixão e por se preparar para investir em reflorestamento. Na sua casa, encontram-se mudas de visgueiros, ubaias, abius entre tantas outras. Baobás, inclusive. Fred tem mais de mil sementes que prepara para transformar em mudas. O grande vaso com centenas de sementes prestes a se tornarem mudas está na sala da sua casa.
O cenógrafo e artista plástico Maurício Castro Filho também ressalva nenhuma admiração particular por baobás, mas sim pela natureza em geral. Mesmo assim, estuda onde plantar duas mudas em seu sítio, que já teve introduzida barriguda, urucum, cedro, jatobá. Maurício também faz parte daqueles que, quando criança, foram fotografados no baobá da Praça da República. Agora, espera suas mudas crescerem para fotografar o filho.
O cientista chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), Silvio Meira, é recifense por adoção e, no Recife, conheceu essas árvores frondosas e centenárias. “Eles levam muito tempo para crescer e vivem muito – como as coisas que quero construir no trabalho”. O líder do principal instituto de tecnologia da informação da cidade plantou três baobás na praça em frente ao Cesar. “Para mim, os baobás representam a história, o passado dos africanos que vieram construir este país, o presente, da reverência que temos, no Recife, por eles, e o futuro, pois sempre me pareceu que eles iriam estar aí, por todo o sempre...”, profetiza Silvio Meira.
*Celso Calheiros é repórter em Recife




Leitura informativa

Nossa história escrava não é bonita....Longe disto. Esta era a realidade nua e crua de nossos ancestrais afros. Como leitura informativa, leia e repasse para seus alunos da forma que achar melhor.
Navio negreiro (também conhecido como "navio tumbeiro") é o nome dado aos navios de carga para o transporte de escravos, especialmente os escravos africanos, até o século XIX.
O navio possuía pouca higiene, os escravos habitavam o porão destes, presos a correntes.
Era tão grande que levava em média quatrocentos africanos amontoados, mal alimentados e em péssimas condições de higiene.
O mau-cheiro imperava, o espaço era mínimo, embora o navio fosse muito grande, pois eram muitos num mesmo navio.
O tráfico de escravos só foi proibido no século XIX, e mesmo depois de proibido ainda havia navios vindo da África.
A história dos navios negreiros é das mais comoventes.
Homens, mulheres e crianças eram transportados amontoados em compartimentos minúsculos dos navios, escuros e sem nenhuma cuidado com a higiene.
 Conviviam no mesmo local, a fome, a sede, as doenças, a sujeira, os agonizantes e os mortos.
Em média transportava-se 400 negros em cada compartimento desses.

Sem a menor preocupação com a condição dos negros, os responsáveis pelos navios negreiros amontoavam negros acorrentados como animais em seus porões que muitas vezes advinham de diferentes lugares do continente africano, causando o encontro de várias etnias e que por vezes eram também inimigas.
Seus corpos eram marcados pelas correntes que os limitavam nos movimentos, as fezes e a urina eram feitas no mesmo local onde permaneciam.
Os movimentos das caravelas faziam com que muitos passassem mal e vomitassem no mesmo local. Os alimentos simplesmente eram jogados nos compartimentos uma ou duas vezes por dia, cabendo aos próprios negros promover a divisa da alimentação.
Como os integrantes do navio não tinham o hábito de entrar no porão, os mortos permaneciam ao lado dos vivos por muito tempo.
Quando o navio encontrava alguma dificuldade durante seu trajeto, o comandante da embarcação ordenava que os negros m
oribundos ou mortos fossem lançados ao mar, como alternativa para reduzir o peso do navio. Nestes casos, o mar acabava se tornando a única saída dos negros para a luz, antes de chegarem aos destinatários do comércio.
A organização da Companhia dos Lagos propunha-se a incentivar e desenvolver o comércio africano e dar expansão ao tráfico negreiro, sua viagem inicial motivou a formação de várias companhias negreiras, tais como: Companhia de Cacheu (1675), Companhia de Cabo Verde e Cacheu de Negócios de Pretos (1690), Companhia Real de Guiné e das Índias (1693) e Companhia das Índias Ocidentais (1636). No Brasil, devido ao êxito do empreendimento, deu-se a criação da Companhia Geral de Comércio do Brasil (1649).
Somente no século XIX que as leis proibiram o comércio de negros. Entre 1806 e 1807, a Inglaterra acabou com o tráfico negreiro em seu Império e em 1833 proibiu o trabalho escravo. No Brasil, mesmo após o tráfico negreiro ter sido proibido, a escravidão permaneceu até 1888.
Fontes:
http://www.grupoescolar.com/materia/o_trafico_e_os_navios_negreiros.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Navio_negreiro

O tráfico de escravos africanos sob o olhar do poeta Castro Alves
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=8514

O preconceito racial: um problema que atravessa gerações
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=23820

Comentário sobre o poema Navio negreiro, de Castro Alves
http://profsabino.blogspot.com.br/2010/10/comentario-sobre-o-poema-navio-negreiro.html



Vida e obra de Castro Alves

Plano de aula
Tema: escravidão no Brasil
Conteúdo: gênero textual: poesia
 Objetivo geral: conhecer a estrutura do gênero poético
Objetivos específicos: compreender o gênero poético, sendo capaz de reconhecê-lo a partir de suas características.
Conhecer a poesia “O Navio Negreiro” e através dela mostrar a estrutura poética.
Interpretar a poesia retirando dela os conhecimentos sobre a escravidão percebendo as condições de vida dos escravos africanos, a partir dessa interpretação construir opinião critica frente à política escravocrata.
Desenvolvimento:
A aula se iniciará com uma avaliação diagnóstica sobre os conhecimentos prévios do tema.
Fazer um círculo com as crianças e propor que elas exponham seus conhecimentos sobre a escravidão no Brasil, a partir de uma conversa, na qual a mesma realizará perguntas que busquem revelar os conhecimentos prévios dos alunos a respeito do tema.
Em seguida, será apresentado para os alunos, em data show, o poema “Navio Negreiro”, de Castro Alves.
Após a apresentação retomar as informações expostas pelas crianças, complementando-as com a análise da descrição que o poema faz da situação dos navios negreiros, que vinham do continente africano para as diversas partes do mundo, ressaltando o Brasil, como ponto principal da aula, buscando informações sobre “porque” e “o que” os escravos africanos vinham para o Brasil.
Em seguida, será perguntado às crianças sobre este tipo de texto que acabamos de ler, o que elas acharam da estrutura do texto. se os textos que normalmente elas utilizam possuem essa estrutura, o que elas notam de diferentes nesse texto.
Elas serão chamadas a atenção para a forma como foi escrito o texto (diferente das formas narrativas).
Espera-se que os alunos percebam que a estrutura poética é diferente das demais estruturas textuais. Contextualize essas diferenças, nomeando os versos e estrofes como elementos constitutivos do texto poético.
Ao final da aula, pediremos aos alunos que procurem fotos sobre a escravidão no computador. Com as figuras encontradas os alunos elaborarão um texto fotográfico/imagético que mostrará a trajetória feita pelos escravos desde a sua terra de origem até o local de destino, incluindo a viagem nos navios negreiros e a vida de trabalhos que eram realizados no Brasil.
As figuras deverão ser dispostas num cartaz, feito em pequenos grupos, de maneira a demonstrar a vida dos trabalhadores escravos.
 Recursos didáticos: quadro, giz, computador
 Avaliação: ocorrerá em duas partes (conforme o item VI): diagnóstica, no início da aula; formativa, no término da aula
Bibliografia: poema “Navio Negreiro” – Castro Alves
Livro didático: projeto Pitanguá 3º ano. Organizadora Editora Moderna. Editora responsável: Maria Raquel Apolinário Melani. 2ª edição. 2008.
Fonte:
alfabetizarvirtualtextos.files.wordpress.com/2011/.../plano-de-aula.do...

Mais aqui
http://linguagemeafins.blogspot.com.br/2012/10/os-orixas-e-naturezaliteratura.html







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Um comentário:

  1. Boa tarde!
    A cultura dos povos africanos, índios e europeus, enriqueceram nossa cultura.

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